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	<title>Artigos de Opinião &#8211; GB Clinic</title>
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		<title>Medicina Desportiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2023 23:21:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[A Medicina Desportiva deu os primeiros passos em Portugal quando, em 1939, se inaugurou o Centro de Medicina Desportiva da Mocidade Portuguesa. Perdoem-me a contextualização mas a especialidade a que me dedico mantém-se na penumbra sem que, comummente, se saiba definir o que faço e o seu propósito. Sou defensor acérrimo de que informação é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Medicina Desportiva deu os primeiros passos em Portugal quando, em 1939, se inaugurou o Centro de Medicina Desportiva da Mocidade Portuguesa.</p>
<p>Perdoem-me a contextualização mas a especialidade a que me dedico mantém-se na penumbra sem que, comummente, se saiba definir o que faço e o seu propósito. Sou defensor acérrimo de que informação é poder e não posso deixar de partilhar convosco, desportistas, o sentido da Medicina Desportiva na segurança da prática de desporto e exercício físico.</p>
<p>A importância de saber quando, e em que circunstâncias, deve procurar um médico da especialidade, é justamente garantir a segurança e defender a saúde do praticante de qualquer modalidade. Como? Passo a explicar.</p>
<p>Aos meus olhos, em medicina, é na prevenção que está o ganho, e como tal, o exame médico-desportivo (EMD) resume-se a um acompanhamento e avaliação especializada a todo o indivíduo que pretenda dar início, ou continuidade, a uma qualquer prática desportiva, independentemente deste ser federado ou amador.</p>
<p>A prática desportiva só poderá ser sinónimo de saúde se, efetivamente, a promover e não se a comprometer. É certo e sabido que os desportistas federados sofrem um desgaste físico e psicológico bastante considerável. Por esse motivo é crucial que usufruam de uma equipa multidisciplicar especializada e na qual conste um médico de medicina desportiva, o responsável por garantir que a prática desportiva é segura para o atleta. De que forma? Através do EMD onde são levantados e considerados vários fatores preditivos para atestar o atleta, nomeadamente antecedentes clínicos, fatores hereditários, hábitos sociais e exames complementares como é o caso do eletrocardiograma. Dando-se o caso de haver necessidade de despistar, ou vigiar, alguma suspeita merecedora de atenção, outros exames serão prescritos e considerados.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-550" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-11medicina-desportiva-2.jpg" alt="" width="547" height="708" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-11medicina-desportiva-2.jpg 547w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-11medicina-desportiva-2-232x300.jpg 232w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></p>
<p>O cruzamento de toda a informação recolhida e avaliada vai culminar na aptidão, ou não, do atleta à prática desportiva da sua modalidade. Poderá também haver um meio-termo, em que o exercício desportivo seja condicionado, sendo necessário estabelecer reajustes para garantir a segurança do atleta, dependendo do diagnóstico e severidade do mesmo. Nesses casos é crucial efetuar um acompanhamento mais regular, para vigilância.</p>
<p>O exercício físico está cada vez mais em voga e o crescendo de praticantes é transversal a todas as idades. É importante alertar o senso comum para os riscos associados a uma prática desportiva sem acompanhamento especializado. Não recorrem ao dermatologista anualmente para um check up dos lentigos solares? Ou ao oftalmologista? Ou, no caso das senhoras, ao ginecologista? Pois bem, seguindo a mesmíssima linha de raciocínio, o acompanhamento mínimo de qualquer atleta deveria ser, pelo menos, anual. De preferência, mas não impreterível, no mês do seu aniversário, onde se assinala o seu envelhecimento biológico.</p>
<div class="d-flex w-100">
<p>É, felizmente, cada vez mais comum a consciencialização da importância de cuidar do corpo e prevenir. Porém, considero que ainda de uma forma cega. A prevenção é ainda um conceito a cimentar e nesse aspeto suspeito que haja um longo caminho para palmilhar.</p>
</div>
<p>Em consulta de contexto EMD tenho-me apercebido do quão falta faz esclarecer a população, nomeadamente pais de atletas, do motivo pelo qual ali estão. O não acesso à elucidação adequada reflete-se em escolhas menos acertadas e que podem resultar em episódios que coloquem em risco a vida do atleta em questão.</p>
<p>Vamos imaginar que temos uma lista abrangente de desportos à frente de alguém não-desportista a quem pedíamos para selecionar os desportos menos desgastantes e em que, aos olhos mais vulgares, seria dispensável o atleta sujeitar-se a uma consulta anual de rastreio e monitorização da sua aptidão à prática desportiva. Assim sem grande esforço premedito que iria constar, fruto de julgamento erróneo, pelo menos golfe (batem umas bolas e caminham&#8230;) e equitação (o cavalo é que corre&#8230;). Os cavaleiros, não tendo a mesma perspetiva do senso comum, poderão dizer o quão exigente é a sua prática desportiva. São atletas cuja exigência física poderá ser erradamente menosprezada. Será comum julgar que toda esta panóplia de avaliações e prevenção deveria ser direcionada somente aos cavalos, afinal de contas são eles que correm e concretizam os saltos. Direi que também, mas não só.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-551" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-12medicina-desportiva-3.jpg" alt="" width="1575" height="460" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-12medicina-desportiva-3.jpg 1575w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-12medicina-desportiva-3-300x88.jpg 300w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-12medicina-desportiva-3-1024x299.jpg 1024w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-12medicina-desportiva-3-768x224.jpg 768w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-12medicina-desportiva-3-1536x449.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1575px) 100vw, 1575px" /></p>
<p>O cavaleiro é um atleta altamente sujeito a posturas mantidas por longos períodos de tempo e pouco indicadas para a boa saúde das estruturas lombo-pélvicas, por exemplo. Não menos importante será referir os fortes impactos sofridos, o que poderá resultar em lesões do foro músculo-esquelético ao nível de joelho, anca e lombar. Não esquecendo os sérios riscos associados às quedas, é também importante ressalvar a tremenda exigência cardiorrespiratória desta prática desportiva.</p>
<p>Há lesões identificadas como tipicamente associadas à equitação.  Para conquistar a máxima performance, o atleta deve minimizar a probabilidade de lesão apostando na prevenção. Por definição, prevenção é adotar medidas ou estratégias que nos permitam evitar ou minorar o impacto de um acontecimento nefasto ou nocivo, é evitar o dano.</p>
<p>O acompanhamento por profissionais de saúde especializados em desporto garante a exploração das skills desportivas de forma maximizada, segura e bem-sucedida. Não descure da prevenção junto do seu médico de medicina desportiva.</p>
<p>Dê lugar ao poder da informação e partilhe este seu novo conhecimento para que se cumpra o propósito da Medicina Desportiva: garantir a saúde de todos os atletas.</p>
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		<title>TENDÃO DE AQUILES, O ponto  fraco dos atletas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2023 23:21:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Aquiles remete-nos à mitologia grega e inevitavelmente à obra de Homero.  Segundo “A Ilíada”, Aquiles, o semideus, quando nasceu foi mergulhado nas águas do rio Estige para que se tornasse imortal. Ao que parece o seu calcanhar não foi submerso e por isso tornou-se o seu ponto fraco. Conta-nos Homero que Aquiles faleceu na Guerra [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aquiles remete-nos à mitologia grega e inevitavelmente à obra de Homero.  Segundo “A Ilíada”, Aquiles, o semideus, quando nasceu foi mergulhado nas águas do rio Estige para que se tornasse imortal. Ao que parece o seu calcanhar não foi submerso e por isso tornou-se o seu ponto fraco. Conta-nos Homero que Aquiles faleceu na Guerra de Tróia por ter sido atingido por uma flecha. Ora adivinhe onde&#8230;</p>
<p>O tendão de Aquiles é o tendão maior e mais forte do corpo humano, capaz de suportar até dez vezes mais o peso corporal. É o responsável pela união de três porções musculares &#8211; os gastrocnémios, socialmente mais conhecidos por gémeos, e o músculo solear &#8211; e também pela sua ligação ao calcanhar. O tendão é maioritariamente composto por resistentes fibras de colagénio.</p>
<p>Desta ligação resulta a possibilidade de conseguirmos andar, nomeadamente de conseguirmos contrariar a força da gravidade e levantar o calcanhar quando andamos, o movimento em ‘bico dos pés’.</p>
<p>No hipismo é solicitado que a ponta do pé esteja para cima e o calcanhar para baixo, certo?  Justamente a posição de alongamento do tendão de Aquiles. Isto significa que o tendão está em permanente tensão além de haver alterações de intensidade e velocidade dessa mesma tensão sobre os tecidos ao longo da prática desportiva.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-557" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-14tendao-1.jpg" alt="" width="1447" height="381" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-14tendao-1.jpg 1447w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-14tendao-1-300x79.jpg 300w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-14tendao-1-1024x270.jpg 1024w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-14tendao-1-768x202.jpg 768w" sizes="(max-width: 1447px) 100vw, 1447px" /></p>
<p>É importante conhecer esta estrutura para que possamos compreender a importância da prevenção da lesão do tendão de Aquiles, que inicialmente se pode manifestar de forma discreta, mas escalar para uma lesão de recuperação demorada e bastante limitadora.</p>
<p>A tendinopatia do tendão de Aquiles é frequente em pessoas ativas e mais frequente ainda em atletas profissionais. Os estudos indicam que é mais comum acontecer nos homens do que nas mulheres, e a maior incidência verifica-se em homens entre os 30 e 50 anos de idade.</p>
<p>A prevalência desta disfunção do tendão é maior em desportos que exijam variações de velocidade e impacto, como é o caso do hipismo. Estima-se que cerca de 9% dos atletas profissionais são confrontados com este diagnóstico que deverá ser conseguido o mais cedo possível. Por isso, vou alertar para os sinais e sintomas associados. Apesar da etiologia exata da lesão ainda ser desconhecida, sabe-se que inicialmente se manifesta com dor discreta ou desconforto pela manhã, ao acordar, e poderá sentir-se alguma rigidez articular. Na sua evolução, a dor tende a aumentar no início da atividade física e melhora com o decorrer da mesma, podendo voltar a evidenciar-se já no fim da prestação desportiva. Num estadio mais avançado a dor torna-se constante e permanece mesmo que em repouso e já com alterações no que diz respeito à força muscular e/ ou performance.</p>
<p>A dor é considerada crónica a partir das 6 semanas da sua existência e nessa fase a disfunção do tendão de Aquiles é extremamente limitadora e afeta significativa e negativamente a performance do atleta.</p>
<p>O diagnóstico é realizado pelo médico através de avaliação física e contextualização dos sintomas percecionados pelo paciente. O médico poderá considerar necessário recorrer a exames complementares de diagnóstico para despiste, nomeadamente ecografia ou ressonância magnética.</p>
<p>O seguimento em fisioterapia visa restabelecer em pleno a amplitude, força e função anatómica do tendão. É crucial respeitar os timings e etapas da recuperação: o controlo dos sintomas e diminuição da carga, a recuperação dos tecidos, a reconstrução – onde são introduzidos exercícios mais específicos e aumento de carga, e a retoma da atividade desportiva de forma progressiva na intensidade, carga e duração.</p>
<p>Este processo de remodelação do tendão e restauração da função, até estar completamente concluído e ser seguro retomar a prática desportiva sem limitações, poderá levar cerca de um ano. Demorado, concorda?</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-558" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-15tendao-2.jpg" alt="" width="547" height="708" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-15tendao-2.jpg 547w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-15tendao-2-232x300.jpg 232w" sizes="(max-width: 547px) 100vw, 547px" /></p>
<p>Por esse motivo alerto para uma identificação precoce da possível lesão por parte do atleta. Assim torna-se possível diminuir o tempo total de recuperação e, não menos importante, o impacto da afeção na sua performance.</p>
<p>Os mecanismos de lesão associados à tendinopatia do tendão de Aquiles assentam sobretudo no sobreuso da estrutura, nomeadamente a carga excessiva, a recuperação insuficiente entre treinos, alterações ou aumento da intensidade dos treinos e/ou duração.</p>
<p>Aproveito para esclarecer que tendinopatia não é o mesmo que tendinite. A tendinopatia abrange um leque de possíveis lesões que afetam a estrutura do tendão, desde um possível estiramento a vários graus de rutura, por exemplo. Tendinite implica a existência de um processo inflamatório, o que se poderá verificar numa fase aguda. Porém a tendinite não é a lesão, mas sim uma consequência da mesma.</p>
<p>A determinada fase da recuperação o paciente já não irá experienciar a sensação de dor e/ou limitação funcional, o que não significa recuperação total da estrutura dos tecidos lesionados. A recuperação total da sintomatologia não é sinónimo de recuperação total da função. O paciente, incorrendo neste erro crasso, está a aumentar a possibilidade de sofrer uma reincidência da lesão até 44%. Compensará?</p>
<p>Faço o lembrete de que habitualmente a lesão, antes de ser valorizada pelo paciente é precedida de semanas, ou até meses, de alguma dor e rigidez articular matinal. Estes sinais são frequentemente ignorados. Mesmo antes da evolução dos sintomas também é sentido um decréscimo da prestação desportiva do atleta embora possa não ser identificada a causa exata nessa fase.</p>
<p>A disfunção desencadeada pela tendinopatia do tendão de Aquiles é proporcional ao tempo que a sintomatologia é negligenciada. E quanto mais tardio e insuficiente é o tratamento da lesão, maior a possibilidade de recidiva da tendinopatia.</p>
<p>Aos meus olhos, empoderamento é também ter acesso à informação, para que possamos usufruir da mesma e fazer as nossas escolhas de forma consciente e informada.</p>
<p>Recomendo uma vez mais que se aposte na prevenção e neste caso passa por investir em momentos junto do preparador físico, ou fisioterapeuta, para trabalho de flexibilidade e alongamento de ambos os membros inferiores e executar exercícios específicos de fortalecimento muscular (valorizar os excêntricos!!). Uma boa gestão da intensidade dos treinos com o tempo de descanso também não deve ser menosprezada.</p>
<p>Ser atleta é testar os limites do corpo humano, desencadear os pontos fracos. Ser um atleta fora de série é conhecê-los, antecipá-los e contorná-los, tornando-os pontos neutralizados.</p>
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		<title>Lesões no Hipismo</title>
		<link>https://gb-clinic.com/2023/01/03/lesoes-no-hipismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2023 23:13:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[O hipismo é uma modalidade desportiva que, do ponto de vista médico, é de uma exigência tremenda tanto a nível físico como psicológico. Trata-se de um desporto em que os cavaleiros têm um parceiro de equipa menos previsível e com vontade própria, o que acresce dificuldade, aumenta o risco e claro, a emoção, à modalidade. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O hipismo é uma modalidade desportiva que, do ponto de vista médico, é de uma exigência tremenda tanto a nível físico como psicológico.</p>
<p>Trata-se de um desporto em que os cavaleiros têm um parceiro de equipa menos previsível e com vontade própria, o que acresce dificuldade, aumenta o risco e claro, a emoção, à modalidade.</p>
<p>As lesões no hipismo vão muito mais além das lesões provocadas por quedas, apesar destas serem as mais óbvias e destacadas. Lá chegaremos!</p>
<p>Considero primordial alertar para as lesões por sobreuso. Entenda-se, por sobreuso, o recurso constante, a grande frequência, a sobrecarga. Isto porque são as lesões em que conseguimos ter uma maior influência no que diz respeito à prevenção. São aquelas em que conseguimos diminuir as hipóteses de desenvolver se estivermos sensibilizados para a elevada possibilidade de se manifestarem, as mais evitáveis, digo eu.</p>
<p>Falo em elevada possibilidade porque, tal como qualquer outra prática desportiva, esta tem um perfil, um padrão reconhecido: o alinhamento das estruturas, o posicionamento típico do atleta, os grupos musculares mais recrutados e o impacto a que os cavaleiros são sujeitos, pelo que existem lesões bastante previsíveis de desenvolver.</p>
<p>O posicionamento típico do cavaleiro favorece determinadas alterações posturais, fruto de desequilíbrios musculares característicos e consequente mau posicionamento das estruturas articulares de forma prolongada. Estes fatores encadeados, inevitavelmente, interferem com a performance do atleta.</p>
<p>As prováveis lesões por sobreuso podem começar a ser reconhecidas pelo cavaleiro através de desconforto e dor. As regiões anatómicas mais propícias a este tipo de lesão são os ombros, a coluna lombar e os membros inferiores, uma vez que são alvos mais vulneráveis a microtraumas de repetição que podem acabar por desencadear processos inflamatórios.</p>
<p>As tendinites não são mais nem menos do que processos inflamatórios instalados, por repetição, e são lesões muito frequentes no que diz respeito aos ombros, pelo posicionamento e movimentos consecutivos em tensão.</p>
<p>A patologia da coluna vertebral também é uma realidade, sendo que na região lombar é mais prevalente. É bastante comum o diagnóstico de lombalgia no atleta cavaleiro e muito fácil compreender o porquê; o diagnóstico espondilolistese (quando se dá um deslizamento de uma das vértebras, face a outra, relativamente à sua posição normal) também está associado embora com aparente ligeira menor frequência.  Uma coluna lombar lesionada, pode ser tratada? Sim, pode. A lesão pode ser prevenida? Deve!  Mais vale prevenir do que&#8230; exato, remediar!</p>
<p>Reforço a minha perspetiva de que é na prevenção que está o ganho! Ora, a prevenção não significa que não possamos sofrer determinada lesão, mas significa que estamos a diminuir a possibilidade de a desenvolvermos. Estar lesionado é sinónimo de interferência direta com a prestação desportiva e desgaste emocional durante o período de recuperação e inevitável condicionamento.</p>
<p>Apostar num reforço muscular do core de forma focada, regular e funcional, aliado a treino de mobilidade, é essencial para prevenir lesões da coluna lombar.</p>
<p>Os membros inferiores são bastante recrutados na prática de hipismo, sendo que os músculos adutores têm um papel preponderante na estabilidade do atleta. Isto significa que, se queremos respeitar a harmonia e o equilíbrio muscular, temos de estimular os músculos antagonistas, refiro-me aos músculos abdutores e glúteos. Os glúteos são músculos, a meu ver, muito menosprezados&#8230; erroneamente, pois são responsáveis, também, pela estabilização da coluna lombar e ancas. Não menos importante é mencionar a relevância de um ritual de alongamentos das cadeias musculares mais solicitadas na prática desportiva.</p>
<p>Devido ao posicionamento do cavaleiro, podem ser desenvolvidos, nos joelhos, processos inflamatórios nomeadamente ao nível tendinoso, ou da plica sinovial. Por curiosidade, passo a esclarecer; a plica sinovial nada mais é do que uma membrana residual do período gestacional e que não é comum a todos nós. A solicitação frequente da mesma pode resultar num processo inflamatório intra-articular e consequente incapacidade funcional do atleta.</p>
<p>Ainda no que diz respeito às lesões de sobreuso mais comuns dos membros inferiores, não é menos importante referir a tendinopatia do tendão de Aquiles, que se revela bastante frequente.</p>
<p>O posicionamento do pé em permanente flexão dorsal leva a uma contração excêntrica constante por parte dos gastrocnémios e constante estiramento do tendão de Aquiles. Este conflito de forma prolongada, pela exigência que a posição requer, favorece mais uma vez o desenvolvimento de um processo inflamatório que a dada altura se começa a instalar.</p>
<p>Os processos inflamatórios não são a lesão, mas sim o sinal de que esta decorreu nalguma estrutura. Porque o saber não ocupa lugar, passo a explicar; um processo inflamatório surge quando ocorre uma lesão num determinado tecido como resposta por parte do sistema imunológico com o propósito de limpeza e reparação, digamos assim. Dependendo da intensidade dos sintomas e tempo que demoram a surgir bem como o período que a inflamação leva até se extinguir, esta pode ser considerada aguda ou crónica.</p>
<p>Na decorrência de qualquer lesão, é importante avaliar em consulta para diagnosticar, determinar o grau de severidade da lesão e definir qual a melhor terapêutica a adotar seja ela farmacológica, medicamentosa injetável, cirúrgica ou recorrendo a tratamentos de fisioterapia.</p>
<p>Tal como prometido uns parágrafos atrás, não podia deixar de mencionar as lesões de foro traumatológico usualmente originadas por episódios de queda, sendo que as mais comuns são a fratura de clavícula, luxação acrómio-clavicular, fraturas vertebrais, podendo estas apresentar comprometimento neurológico ou não, ou fratura na região da bacia, sendo esta menos frequente que as anteriores. Porém, uma queda pode resultar em qualquer tipo de lesão, ou várias lesões, e é importante adotar todas as medidas de segurança possíveis e previstas pelas regras pré-estabelecidas pela modalidade.</p>
<p>Segundo um estudo, que tive oportunidade de consultar, publicado pela British Medical Journal, pude constatar que das lesões traumatológicas que, ao longo de 5 anos, levaram praticantes de hipismo a procurar cuidados hospitalares, a maioria manifestou lesões ao nível da cabeça, seguido de lesões de membros superiores e membros inferiores quase com a mesma incidência percentual, seguido de lesões da coluna vertebral. As fraturas foram as lesões mais comuns. Este estudo foi desenvolvido no Canadá.</p>
<p>Verificou-se ainda que cerca de 62% das admissões foram mulheres mas não foi identificada uma possível causa, pelo que pessoalmente assumo que se deva ao aumento considerável da afluência de mulheres a uma modalidade desportiva que em tempos que já lá vão, foi associada maioritariamente aos homens. Havendo mais mulheres praticantes, as probabilidades alteram-se e equilibram-se.</p>
<p>Não posso deixar de salientar que as quedas podem resultar em lesões graves na cabeça, nomeadamente concussões. Este tipo de lesão só pode ser, de alguma forma, prevenida através do cumprimento escrupuloso das regras de segurança estabelecidas e do bom senso. O uso permanente de capacete adequado, isto é, com a medida exata, com a colocação correta e substituído sempre que este sofre um impacto considerável, é determinante para diminuir as possibilidades de lesão crânio-encefálica.</p>
<p>Desta forma, alerto para a importância da prevenção devido à especificidade da modalidade e da extrema exigência física que requer o hipismo.</p>
<p>O posicionamento típico, a repetição de movimentos e o impacto constante não são aliados à maximização da sua performance se não complementar a sua prática com preparação física específica focada no equilíbrio e funcionalidade, justamente para prevenir lesões de sobrecarga.</p>
<p>Já o outro dizia, e bem, não adianta chorar sobre leite derramado. E como tal, defendo que é imprescindível apostar na evolução desportiva de forma consciente e holística, o que significa antecipar eventuais lesões associadas à prática de hipismo e desenvolver um plano de preparação física personalizado ao atleta de acordo com as suas características morfológicas e desportivas.</p>
<p>E como o seguro morreu de velho, aposte na prevenção.</p>
<p>O hipismo é uma modalidade desportiva que, do ponto de vista médico, é de uma exigência tremenda tanto a nível físico como psicológico.</p>
<p>Trata-se de um desporto em que os cavaleiros têm um parceiro de equipa menos previsível e com vontade própria, o que acresce dificuldade, aumenta o risco e claro, a emoção, à modalidade.</p>
<p>As lesões no hipismo vão muito mais além das lesões provocadas por quedas, apesar destas serem as mais óbvias e destacadas. Lá chegaremos!</p>
<p>Considero primordial alertar para as lesões por sobreuso. Entenda-se, por sobreuso, o recurso constante, a grande frequência, a sobrecarga. Isto porque são as lesões em que conseguimos ter uma maior influência no que diz respeito à prevenção. São aquelas em que conseguimos diminuir as hipóteses de desenvolver se estivermos sensibilizados para a elevada possibilidade de se manifestarem, as mais evitáveis, digo eu.</p>
<p>Falo em elevada possibilidade porque, tal como qualquer outra prática desportiva, esta tem um perfil, um padrão reconhecido: o alinhamento das estruturas, o posicionamento típico do atleta, os grupos musculares mais recrutados e o impacto a que os cavaleiros são sujeitos, pelo que existem lesões bastante previsíveis de desenvolver.</p>
<p>O posicionamento típico do cavaleiro favorece determinadas alterações posturais, fruto de desequilíbrios musculares característicos e consequente mau posicionamento das estruturas articulares de forma prolongada. Estes fatores encadeados, inevitavelmente, interferem com a performance do atleta.</p>
<p>As prováveis lesões por sobreuso podem começar a ser reconhecidas pelo cavaleiro através de desconforto e dor. As regiões anatómicas mais propícias a este tipo de lesão são os ombros, a coluna lombar e os membros inferiores, uma vez que são alvos mais vulneráveis a microtraumas de repetição que podem acabar por desencadear processos inflamatórios.</p>
<p>As tendinites não são mais nem menos do que processos inflamatórios instalados, por repetição, e são lesões muito frequentes no que diz respeito aos ombros, pelo posicionamento e movimentos consecutivos em tensão.</p>
<p>A patologia da coluna vertebral também é uma realidade, sendo que na região lombar é mais prevalente. É bastante comum o diagnóstico de lombalgia no atleta cavaleiro e muito fácil compreender o porquê; o diagnóstico espondilolistese (quando se dá um deslizamento de uma das vértebras, face a outra, relativamente à sua posição normal) também está associado embora com aparente ligeira menor frequência.  Uma coluna lombar lesionada, pode ser tratada? Sim, pode. A lesão pode ser prevenida? Deve!  Mais vale prevenir do que&#8230; exato, remediar!</p>
<p>Reforço a minha perspetiva de que é na prevenção que está o ganho! Ora, a prevenção não significa que não possamos sofrer determinada lesão, mas significa que estamos a diminuir a possibilidade de a desenvolvermos. Estar lesionado é sinónimo de interferência direta com a prestação desportiva e desgaste emocional durante o período de recuperação e inevitável condicionamento.</p>
<p>Apostar num reforço muscular do core de forma focada, regular e funcional, aliado a treino de mobilidade, é essencial para prevenir lesões da coluna lombar.</p>
<p>Os membros inferiores são bastante recrutados na prática de hipismo, sendo que os músculos adutores têm um papel preponderante na estabilidade do atleta. Isto significa que, se queremos respeitar a harmonia e o equilíbrio muscular, temos de estimular os músculos antagonistas, refiro-me aos músculos abdutores e glúteos. Os glúteos são músculos, a meu ver, muito menosprezados&#8230; erroneamente, pois são responsáveis, também, pela estabilização da coluna lombar e ancas. Não menos importante é mencionar a relevância de um ritual de alongamentos das cadeias musculares mais solicitadas na prática desportiva.</p>
<p>Devido ao posicionamento do cavaleiro, podem ser desenvolvidos, nos joelhos, processos inflamatórios nomeadamente ao nível tendinoso, ou da plica sinovial. Por curiosidade, passo a esclarecer; a plica sinovial nada mais é do que uma membrana residual do período gestacional e que não é comum a todos nós. A solicitação frequente da mesma pode resultar num processo inflamatório intra-articular e consequente incapacidade funcional do atleta.</p>
<p>Ainda no que diz respeito às lesões de sobreuso mais comuns dos membros inferiores, não é menos importante referir a tendinopatia do tendão de Aquiles, que se revela bastante frequente.</p>
<p>O posicionamento do pé em permanente flexão dorsal leva a uma contração excêntrica constante por parte dos gastrocnémios e constante estiramento do tendão de Aquiles. Este conflito de forma prolongada, pela exigência que a posição requer, favorece mais uma vez o desenvolvimento de um processo inflamatório que a dada altura se começa a instalar.</p>
<p>Os processos inflamatórios não são a lesão, mas sim o sinal de que esta decorreu nalguma estrutura. Porque o saber não ocupa lugar, passo a explicar; um processo inflamatório surge quando ocorre uma lesão num determinado tecido como resposta por parte do sistema imunológico com o propósito de limpeza e reparação, digamos assim. Dependendo da intensidade dos sintomas e tempo que demoram a surgir bem como o período que a inflamação leva até se extinguir, esta pode ser considerada aguda ou crónica.</p>
<p>Na decorrência de qualquer lesão, é importante avaliar em consulta para diagnosticar, determinar o grau de severidade da lesão e definir qual a melhor terapêutica a adotar seja ela farmacológica, medicamentosa injetável, cirúrgica ou recorrendo a tratamentos de fisioterapia.</p>
<p>Tal como prometido uns parágrafos atrás, não podia deixar de mencionar as lesões de foro traumatológico usualmente originadas por episódios de queda, sendo que as mais comuns são a fratura de clavícula, luxação acrómio-clavicular, fraturas vertebrais, podendo estas apresentar comprometimento neurológico ou não, ou fratura na região da bacia, sendo esta menos frequente que as anteriores. Porém, uma queda pode resultar em qualquer tipo de lesão, ou várias lesões, e é importante adotar todas as medidas de segurança possíveis e previstas pelas regras pré-estabelecidas pela modalidade.</p>
<p>Segundo um estudo, que tive oportunidade de consultar, publicado pela British Medical Journal, pude constatar que das lesões traumatológicas que, ao longo de 5 anos, levaram praticantes de hipismo a procurar cuidados hospitalares, a maioria manifestou lesões ao nível da cabeça, seguido de lesões de membros superiores e membros inferiores quase com a mesma incidência percentual, seguido de lesões da coluna vertebral. As fraturas foram as lesões mais comuns. Este estudo foi desenvolvido no Canadá.</p>
<p>Verificou-se ainda que cerca de 62% das admissões foram mulheres mas não foi identificada uma possível causa, pelo que pessoalmente assumo que se deva ao aumento considerável da afluência de mulheres a uma modalidade desportiva que em tempos que já lá vão, foi associada maioritariamente aos homens. Havendo mais mulheres praticantes, as probabilidades alteram-se e equilibram-se.</p>
<p>Não posso deixar de salientar que as quedas podem resultar em lesões graves na cabeça, nomeadamente concussões. Este tipo de lesão só pode ser, de alguma forma, prevenida através do cumprimento escrupuloso das regras de segurança estabelecidas e do bom senso. O uso permanente de capacete adequado, isto é, com a medida exata, com a colocação correta e substituído sempre que este sofre um impacto considerável, é determinante para diminuir as possibilidades de lesão crânio-encefálica.</p>
<p>Desta forma, alerto para a importância da prevenção devido à especificidade da modalidade e da extrema exigência física que requer o hipismo.</p>
<p>O posicionamento típico, a repetição de movimentos e o impacto constante não são aliados à maximização da sua performance se não complementar a sua prática com preparação física específica focada no equilíbrio e funcionalidade, justamente para prevenir lesões de sobrecarga.</p>
<p>Já o outro dizia, e bem, não adianta chorar sobre leite derramado. E como tal, defendo que é imprescindível apostar na evolução desportiva de forma consciente e holística, o que significa antecipar eventuais lesões associadas à prática de hipismo e desenvolver um plano de preparação física personalizado ao atleta de acordo com as suas características morfológicas e desportivas.</p>
<p>E como o seguro morreu de velho, aposte na prevenção.</p>
<p>O hipismo é uma modalidade desportiva que, do ponto de vista médico, é de uma exigência tremenda tanto a nível físico como psicológico.</p>
<p>Trata-se de um desporto em que os cavaleiros têm um parceiro de equipa menos previsível e com vontade própria, o que acresce dificuldade, aumenta o risco e claro, a emoção, à modalidade.</p>
<p>As lesões no hipismo vão muito mais além das lesões provocadas por quedas, apesar destas serem as mais óbvias e destacadas. Lá chegaremos!</p>
<p>Considero primordial alertar para as lesões por sobreuso. Entenda-se, por sobreuso, o recurso constante, a grande frequência, a sobrecarga. Isto porque são as lesões em que conseguimos ter uma maior influência no que diz respeito à prevenção. São aquelas em que conseguimos diminuir as hipóteses de desenvolver se estivermos sensibilizados para a elevada possibilidade de se manifestarem, as mais evitáveis, digo eu.</p>
<p>Falo em elevada possibilidade porque, tal como qualquer outra prática desportiva, esta tem um perfil, um padrão reconhecido: o alinhamento das estruturas, o posicionamento típico do atleta, os grupos musculares mais recrutados e o impacto a que os cavaleiros são sujeitos, pelo que existem lesões bastante previsíveis de desenvolver.</p>
<p>O posicionamento típico do cavaleiro favorece determinadas alterações posturais, fruto de desequilíbrios musculares característicos e consequente mau posicionamento das estruturas articulares de forma prolongada. Estes fatores encadeados, inevitavelmente, interferem com a performance do atleta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-533 alignright" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-6artigo1-2.jpg" alt="" width="580" height="760" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-6artigo1-2.jpg 580w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-6artigo1-2-229x300.jpg 229w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /></p>
<p>As prováveis lesões por sobreuso podem começar a ser reconhecidas pelo cavaleiro através de desconforto e dor. As regiões anatómicas mais propícias a este tipo de lesão são os ombros, a coluna lombar e os membros inferiores, uma vez que são alvos mais vulneráveis a microtraumas de repetição que podem acabar por desencadear processos inflamatórios.</p>
<p>As tendinites não são mais nem menos do que processos inflamatórios instalados, por repetição, e são lesões muito frequentes no que diz respeito aos ombros, pelo posicionamento e movimentos consecutivos em tensão.</p>
<p>A patologia da coluna vertebral também é uma realidade, sendo que na região lombar é mais prevalente. É bastante comum o diagnóstico de lombalgia no atleta cavaleiro e muito fácil compreender o porquê; o diagnóstico espondilolistese (quando se dá um deslizamento de uma das vértebras, face a outra, relativamente à sua posição normal) também está associado embora com aparente ligeira menor frequência.  Uma coluna lombar lesionada, pode ser tratada? Sim, pode. A lesão pode ser prevenida? Deve!  Mais vale prevenir do que&#8230; exato, remediar!</p>
<p>Reforço a minha perspetiva de que é na prevenção que está o ganho! Ora, a prevenção não significa que não possamos sofrer determinada lesão, mas significa que estamos a diminuir a possibilidade de a desenvolvermos. Estar lesionado é sinónimo de interferência direta com a prestação desportiva e desgaste emocional durante o período de recuperação e inevitável condicionamento.</p>
<p>Apostar num reforço muscular do core de forma focada, regular e funcional, aliado a treino de mobilidade, é essencial para prevenir lesões da coluna lombar.</p>
<p>Os membros inferiores são bastante recrutados na prática de hipismo, sendo que os músculos adutores têm um papel preponderante na estabilidade do atleta. Isto significa que, se queremos respeitar a harmonia e o equilíbrio muscular, temos de estimular os músculos antagonistas, refiro-me aos músculos abdutores e glúteos. Os glúteos são músculos, a meu ver, muito menosprezados&#8230; erroneamente, pois são responsáveis, também, pela estabilização da coluna lombar e ancas. Não menos importante é mencionar a relevância de um ritual de alongamentos das cadeias musculares mais solicitadas na prática desportiva.</p>
<p>Devido ao posicionamento do cavaleiro, podem ser desenvolvidos, nos joelhos, processos inflamatórios nomeadamente ao nível tendinoso, ou da plica sinovial. Por curiosidade, passo a esclarecer; a plica sinovial nada mais é do que uma membrana residual do período gestacional e que não é comum a todos nós. A solicitação frequente da mesma pode resultar num processo inflamatório intra-articular e consequente incapacidade funcional do atleta.</p>
<p>Ainda no que diz respeito às lesões de sobreuso mais comuns dos membros inferiores, não é menos importante referir a tendinopatia do tendão de Aquiles, que se revela bastante frequente.</p>
<p>O posicionamento do pé em permanente flexão dorsal leva a uma contração excêntrica constante por parte dos gastrocnémios e constante estiramento do tendão de Aquiles. Este conflito de forma prolongada, pela exigência que a posição requer, favorece mais uma vez o desenvolvimento de um processo inflamatório que a dada altura se começa a instalar.</p>
<p>Os processos inflamatórios não são a lesão, mas sim o sinal de que esta decorreu nalguma estrutura. Porque o saber não ocupa lugar, passo a explicar; um processo inflamatório surge quando ocorre uma lesão num determinado tecido como resposta por parte do sistema imunológico com o propósito de limpeza e reparação, digamos assim. Dependendo da intensidade dos sintomas e tempo que demoram a surgir bem como o período que a inflamação leva até se extinguir, esta pode ser considerada aguda ou crónica.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-532" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-5artigo1-1.jpg" alt="" width="1576" height="625" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-5artigo1-1.jpg 1576w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-5artigo1-1-300x119.jpg 300w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-5artigo1-1-1024x406.jpg 1024w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-5artigo1-1-768x305.jpg 768w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-5artigo1-1-1536x609.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1576px) 100vw, 1576px" /></p>
<p>Na decorrência de qualquer lesão, é importante avaliar em consulta para diagnosticar, determinar o grau de severidade da lesão e definir qual a melhor terapêutica a adotar seja ela farmacológica, medicamentosa injetável, cirúrgica ou recorrendo a tratamentos de fisioterapia.</p>
<p>Tal como prometido uns parágrafos atrás, não podia deixar de mencionar as lesões de foro traumatológico usualmente originadas por episódios de queda, sendo que as mais comuns são a fratura de clavícula, luxação acrómio-clavicular, fraturas vertebrais, podendo estas apresentar comprometimento neurológico ou não, ou fratura na região da bacia, sendo esta menos frequente que as anteriores. Porém, uma queda pode resultar em qualquer tipo de lesão, ou várias lesões, e é importante adotar todas as medidas de segurança possíveis e previstas pelas regras pré-estabelecidas pela modalidade.</p>
<p>Segundo um estudo, que tive oportunidade de consultar, publicado pela British Medical Journal, pude constatar que das lesões traumatológicas que, ao longo de 5 anos, levaram praticantes de hipismo a procurar cuidados hospitalares, a maioria manifestou lesões ao nível da cabeça, seguido de lesões de membros superiores e membros inferiores quase com a mesma incidência percentual, seguido de lesões da coluna vertebral. As fraturas foram as lesões mais comuns. Este estudo foi desenvolvido no Canadá.</p>
<p>Verificou-se ainda que cerca de 62% das admissões foram mulheres mas não foi identificada uma possível causa, pelo que pessoalmente assumo que se deva ao aumento considerável da afluência de mulheres a uma modalidade desportiva que em tempos que já lá vão, foi associada maioritariamente aos homens. Havendo mais mulheres praticantes, as probabilidades alteram-se e equilibram-se.</p>
<p>Não posso deixar de salientar que as quedas podem resultar em lesões graves na cabeça, nomeadamente concussões. Este tipo de lesão só pode ser, de alguma forma, prevenida através do cumprimento escrupuloso das regras de segurança estabelecidas e do bom senso. O uso permanente de capacete adequado, isto é, com a medida exata, com a colocação correta e substituído sempre que este sofre um impacto considerável, é determinante para diminuir as possibilidades de lesão crânio-encefálica.</p>
<p>Desta forma, alerto para a importância da prevenção devido à especificidade da modalidade e da extrema exigência física que requer o hipismo.</p>
<p>O posicionamento típico, a repetição de movimentos e o impacto constante não são aliados à maximização da sua performance se não complementar a sua prática com preparação física específica focada no equilíbrio e funcionalidade, justamente para prevenir lesões de sobrecarga.</p>
<p>Já o outro dizia, e bem, não adianta chorar sobre leite derramado. E como tal, defendo que é imprescindível apostar na evolução desportiva de forma consciente e holística, o que significa antecipar eventuais lesões associadas à prática de hipismo e desenvolver um plano de preparação física personalizado ao atleta de acordo com as suas características morfológicas e desportivas.</p>
<p>E como o seguro morreu de velho, aposte na prevenção.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Medicina Desportiva:  a gestora da saúde do atleta</title>
		<link>https://gb-clinic.com/2023/01/03/medicina-desportiva-a-gestora-da-saude-do-atleta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2023 23:12:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo a Organização Mundial de Saúde, o conceito de saúde é muito mais que a ausência de doença, mas o bem-estar físico, psíquico e social, para além de uma integração do indivíduo ao meio em que está inserido. Não sendo um conceito estático, o ter saúde é resultado da gestão de uma série de decisões [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a Organização Mundial de Saúde, o conceito de saúde é muito mais que a ausência de doença, mas o bem-estar físico, psíquico e social, para além de uma integração do indivíduo ao meio em que está inserido. Não sendo um conceito estático, o ter saúde é resultado da gestão de uma série de decisões e/ou circunstâncias da vida diária.</p>
<p>Serão os atletas os indivíduos com mais saúde na sociedade em que estão inseridos? Eu voto no depende. Depende de inúmeros fatores, nomeadamente o impacto do desporto praticado nas características específicas do indivíduo, do ambiente envolvido e das suas demais escolhas de caráter emocional, físico e social.</p>
<p>Em que momentos considera pertinente o acompanhamento em Medicina Desportiva? Que circunstância o levaria a agendar uma consulta nesta especialidade médica? Ora pense na sua resposta.</p>
<p>Enquanto médico especializado em Medicina Desportiva, o meu compromisso é garantir o acompanhamento que um atleta necessita para que a sua prestação desportiva seja potenciada mas garantindo a preservação da saúde do mesmo. Esta missão a que me proponho implica negociação, dedicação e envolvimento.</p>
<p>Como pode encontrar nos artigos das edições anteriores, a minha aposta assenta na sensibilização para a prevenção e na consideração dos fatores preditivos associados – o Exame Médico Desportivo tem uma importância preponderante. Porém, um diagnóstico baseado numa avaliação holística e uma intervenção com a mesma perspetiva, vê o atleta como um todo na sua função e não só e apenas um joelho, um ombro ou qualquer outra das suas partes que esteja em análise.</p>
<p>Um atleta, seja ele amador, federado ou profissional, necessita que os seus hábitos e decisões se coadunem de forma harmoniosa para que os objetivos sejam alcançados com sucesso. A Medicina Desportiva, mais ainda do que diagnosticar e tratar lesões, deverá ser a gestora do acompanhamento do atleta e garantir que cada um seja munido dos recursos que necessita, à sua medida.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-542" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-8artigo2-2.jpg" alt="" width="533" height="766" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-8artigo2-2.jpg 547w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-8artigo2-2-209x300.jpg 209w" sizes="(max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p>A construção de um desportista envolve várias áreas complementares, pelo que sou apologista de um acompanhamento multidisciplinar em que todos os profissionais de saúde usufruam de uma fácil comunicação entre si e que estejam alinhados nas respetivas intervenções.</p>
<p>O processo inicia-se na motivação, persistência, resiliência e gestão da frustração. A componente psicológica tem um peso tremendo na prestação de qualquer atleta. Uma mente sã e equilibrada tem a capacidade de nos levar mais longe e de gerir momentos mais delicados como o momento em que ocorre uma lesão. Em recuperações mais longas ou difíceis experiencia-se o desânimo ou até a revolta. É determinante que esse processo não impacte de forma prolongada uma vez que poderá manifestar-se sob a forma de um decréscimo bastante significativo da performance e até numa lentificação substancial da recuperação.</p>
<p>As escolhas de um atleta com objetivos específicos deverão ser guiadas por um profissional especializado e certificado, e adaptadas consoante as suas necessidades: alteração da intensidade e/ou frequência dos treinos, lesão, ou outras circunstâncias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="d-flex w-100">
<p>
Deparamo-nos com uma responsabilidade acrescida: a gestão das expectativas. É crucial que seja estabelecida uma relação de confiança entre toda a equipa e o atleta, e como tal a boa comunicação, a informação e a negociação são palavras de ordem.</p>
</div>
<p>Ser atleta é muito mais do que ter um qualquer desempenho desportivo, é um estilo de vida que desafia constantemente a capacidade de superação. Um rendimento desportivo notável exige um sério investimento e compromisso emocional e físico.</p>
<p>Não nos limitamos a acompanhar o atleta lesionado mas também o atleta saudável. Identificamos necessidades e suprimimos essas lacunas em prol da otimização do rendimento desportivo. Praticar desporto está na moda e deverá ser feito de forma consciente e segura.</p>
<p>Como referi anteriormente, a equipa comunicante e multidisciplinar é uma mais-valia neste processo por dar as respostas às mais variadas questões impostas. O coaching desportivo para manter o foco e motivação, a nutrição para que a capacidade física do atleta seja maximizada através da alimentação, a consulta de medicina desportiva, a ortopedia, a podoposturologia e osteopatia como respostas ao condicionamento físico, a fisioterapia e a massagem desportiva na recuperação de lesões e empoderamento do desempenho específico do desportista.</p>
<p>Cabe à Medicina Desportiva a missão de guiar o atleta, encaminhar, alertar para a prevenção e maximizar a função física no seu desempenho. Avaliar e considerar cada atleta na sua individualidade requer a personalização de toda e qualquer estratégia a adotar e a sua participação na tomada e decisão.</p>
<p>Percebe agora a importância da boa informação?</p>
<p>Atletas que nos leem, era esta a vossa perspetiva da Medicina Desportiva? Julgo, esperançadamente, estar a poder trazer uma refrescante imagem da especialidade. Para ter uma otimização do desempenho desportivo há muito mais trabalho a fazer do que identificar e tratar lesões de forma segmentar. A visão holística é o que nos permite observar um atleta ou paciente de forma funcional, no seu todo.</p>
<p>Voltando à minha resposta do depende&#8230; Penso já ter respondido à questão com os meus esclarecimentos mas passo a reforçar: ser atleta não é sinónimo de ter saúde. Ter saúde é o resultado de escolhas conscientes e informadas ao longo do tempo, não somente de um desempenho físico em determinado momento.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-543" src="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-9artigo2-3.jpg" alt="" width="1576" height="459" srcset="https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-9artigo2-3.jpg 1576w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-9artigo2-3-300x87.jpg 300w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-9artigo2-3-1024x298.jpg 1024w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-9artigo2-3-768x224.jpg 768w, https://gb-clinic.com/wp-content/uploads/2023/01/Ativo-9artigo2-3-1536x447.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1576px) 100vw, 1576px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ser fisicamente ativo não é o mesmo de ser um atleta profissional quer física quer psicologicamente. Qual o mais saudável? Bom, caro leitor, tem uma resposta assertiva e irrefutável? É que da minha parte, continuo a apostar no&#8230; depende!</p>
<p>Alegra-me que nos dias de hoje já estejamos a alcançar um nível de informação mais considerável, mas é necessário apostar no esclarecimento e partilhá-lo.</p>
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